Copasa esclarece na Câmara transporte de água de João Pinheiro para Paracatu

Empresa pede desculpas por ter falhado na comunicação, mas diz que procedimento é legal

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A Copasa foi alvo de questionamentos dos vereadores de João Pinheiro na reunião na Câmara Municipal ocorrida na última quarta-feira (06). Atendendo ao convite dos parlamentares, compareceu à Casa Legislativa a gerente do Distrito Regional de Paracatu da Copasa, Elenice Barros, que esclareceu diversos pontos relativos ao fornecimento de água de João Pinheiro para Paracatu e pediu desculpas quanto à falta de comunicação desse fato junto à população pinheirense.

De acordo com a gerente da Copasa, a falta de água em Paracatu se transformou de vez em crise hídrica no último dia 14 de agosto. Por conta disso, foi necessário construir estruturas para atender a população de forma emergencial. E a saída encontrada nesse período foi a de retirar água potável de João Pinheiro, que acabou ocorrendo entre os dias 17 e 28, até que estivessem prontas as estruturas para a captação de água de um ribeirão em Paracatu.

“Em momento algum houve desabastecimento da população de João Pinheiro. Foi tudo muito bem monitorado, a gente ampliou o tempo de funcionamento da nossa estação de tratamento de água de 20 horas para 24 horas para produzir mais água e dar conta de abastecer todo mundo” explica Elenice Barros.

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O procedimento de levar água em caminhões pipa de João Pinheiro até Paracatu é completamente legal, segundo a gerente da Copasa. No entanto, ela acredita que tenha faltado um esclarecimento à população pinheirense, o que ajudaria a ter evitado transtornos.

“A Copasa quer se desculpar com a população por não ter se manifestado anteriormente, pois naquele momento nosso foco era em tentar minimizar a crise hídrica que estávamos passando e abastecer minimamente a população de Paracatu. Não imaginávamos que ia ter essa repercussão, era uma manobra interna da Copasa e falhamos em divulgar tardiamente o que estava acontecendo”, admite.

Outro assunto que gerou muita polêmica entre as duas cidades foi a boataria que circulou de que a água que estava sendo levada de João Pinheiro não estaria abastecendo os paracatuenses, mas sim a mineradora Kinross, que atua na cidade. Elenice Barros garante que o abastecimento que sempre foi feito à empresa serve apenas para o consumo dos trabalhadores da mineradora, por meio do abastecimento de um reservatório no bairro Amoreiras, além dos caminhões pipa da Kinross que se abastecem em poços. Ela salienta ainda que, neste caso, tudo não passou de um mal-entendido.

“Quando viemos buscar água em João Pinheiro para abastecer a população de Paracatu, nós direcionamos para um reservatório elevado dentro do nosso distrito e que fica no bairro Amoreiras. Ou seja, o fluxo de caminhões estava indo na mesma direção, talvez isso tenha causado a sensação de que a água estava sendo levada para a mineradora, o que não é verdade. Inclusive, como a mineradora também está em racionamento, nós fechamos a rede de abastecimento dela e ela está exclusivamente se abastecendo com o caminhão pipa dela”, garante.

A gerente da Copasa confirma que Paracatu está em racionamento desde o dia 1º de setembro e sem previsão de término, pois tudo vai depender do retorno das chuvas para reabastecer os rios e reservatórios da cidade. “Estamos conseguindo manter o abastecimento mínimo através do rodízio e da conscientização da população quanto ao uso racional dos recursos. Tem horários certos que estão faltando água e eles estão sendo divulgados no site da Copasa semanalmente”, afirma.

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