Governo de MG divulga escala de dezembro amanhã; 13º segue indefinido

Até esta quinta-feira, os servidores não sabem quando vão receber o salário do mês. Funcionalismo faz protesto e pressiona Executivo por uma resposta

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O governo de Minas chamou uma reunião com os representantes do funcionalismo para a tarde desta sexta-feira (7), na qual vai divulgar a escala de pagamento de dezembro. O encontro foi marcado após protestos nesta manhã na Cidade Administrativa. A ideia inicial era que o 13º também fosse definido na mesma ocasião, mas o estado não confirmou se isso será possível.

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Hoje mais cedo, o governo chegou a anunciar uma definição conjunta (de salários e 13º) até a próxima terça-feira. Com os ânimos acirrados, porém, foi definida a antecipação da divulgação das datas do pagamento de dezembro para amanhã.

Tudo indica que parte do benefício natalino entrará para a conta do próximo governo, do governador eleito Romeu Zema (Novo).

Protesto

Nesta quinta-feira, servidores percorreram corredores do Prédio Gerais chamando os colegas a cruzar os braços. “O servidor, cadê você, se não parar não vai receber”, disseram, com apitos e palmas.

No saguão da sede administrativa, eles fizeram mais barulho e gritraram “queremos pagamento”.

Atraso

A Secretaria de Estado da Fazenda deve concluir até o fim da semana o levantamento financeiro. Até agora a escala de dezembro, relativa ao mês trabalhado em novembro, não foi divulgada.

O assessor de relações sindicais do governo de Minas, Carlos Calazans, admitiu o atraso, que atribuiu ao fato de os servidores terem pedido a definição conjunta do pagamento do 13º.

“Foi um pedido dos sindicatos, então atrasou um pouco porque, com o 13º, o levantamento envolve outro patamar de recursos. Mas se a Fazenda conseguir colocar datas semelhantes ao que vem ocorrendo nos últimos meses não fica tão ruim”, disse. O pagamento de novembro foi feito nos dias 13 e 28 do mês.

13° na conta de Zema

De acordo com Calazans, o pagamento do 13º pode ser estendido ao governo Zema. Por isso, deve ser assunto de reunião com a equipe de transição do governador eleito.

“Caso fiquem parcelas do 13º para o ano que vem, o novo governo precisa ser consultado, até porque, neste caso será ele que vai pagar. Tudo indica que teremos uma conversa com a transição”, disse.

Sobre o protesto desta quinta-feira, Calazans disse considerar normal. O assessor destacou que após a constituição da comissão de servidores as datas de pagamento vem sendo cumpridas pelo governo e sugeriu que o próximo governo mantenha grupo semelhante, com representantes do funcionalismo e do estado, para seguir com o diálogo sobre os pagamentos.

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