Suspeito de organizar furto de 70 cabeças de gado é preso em Cana Brava

Operação conjunta da Polícia Civil, Militar e Ministério Público tem levado aos possíveis autores

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Uma operação conjunta entre a Polícia Civil, Militar e o Ministério Público levou à prisão na última segunda-feira (4) de um dos suspeitos da tentativa de furto de 70 cabeças de gado de uma fazenda na zona rural de João Pinheiro, ocorrida no dia 10 de novembro. Eliezel Martins Medeiros, 39 anos, foi localizado no distrito de Cana Brava e conduzido à delegacia.

Até agora foram identificados quatro suspeitos, sendo que dois foram detidos. Além de Anderson, de Niquelândia (GO), considerado o líder da quadrilha, foi preso em flagrante no dia do crime. Dois seguem soltos e estão sendo alvo de diligências e investigações. A ideia dos criminosos era carregar nove caminhões com gado e levar até um frigorífico de Ituiutaba, tudo com documentação falsa. Mas a polícia conseguiu impedir os indivíduos no ato.

Segundo o delegado Anderson Rosa, Eliezel é da região onde ocorreu a tentativa de furto e é apontado como o responsável pela articulação e organização do crime, contribuindo para definir o melhor trajeto para levar o gado.

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“Esse nome é conhecido da polícia pelo envolvimento em vários crimes, inclusive crimes idênticos, em que ele já respondeu processo anteriormente. Além disso, ele é suspeito de vários atos semelhantes em Cana Brava”, conta o delegado.

Outra informação repassada pela polícia é que, ao que tudo indica, os caminhoneiros contratados para fazer o transporte não sabiam que o gado era furtado, já que foram apresentados a eles documentos que indicavam que se tratava de uma. No entanto, comprovou-se posteriormente que se tratava de documentos falsos.

“Esse tipo de crime ocorrido em área rural é uma prioridade para nós. Embora esse fato isoladamente foi considerado grande, os índices desse tipo de crime diminuíram bastante de uns anos para cá após o desmantelamento de outras quadrilhas importantes que agiam aqui. A população pode contar com o nosso apoio no meio rural”, enfatizou o delegado Anderson Rosa.

Relembre o caso

Os suspeitos já estavam sendo monitorados há cerca 60 dias pela Polícia Militar, que recebeu informação de que um indivíduo (Anderson) estaria na cidade tirando fotos de fazendas de gado e oferecendo a terceiros como se os gados fossem de sua propriedade. Com essa informação em mãos, o serviço de inteligência entrou em cena para monitorar os passos de Anderson em João Pinheiro.

Na véspera do crime surgiu a informação de que ele teria arrumado umas pessoas para reunir um gado em uma fazenda e levá-lo embora. Porém, ocorreu um problema com um dos caminhões, que acabou chegando muito tarde, fazendo com que a ação criminosa fosse transferida para a sexta. A Polícia Militar continuou acompanhando tudo de perto e aguardando a consumação do crime para poder agir.

Na sexta, então, 10 caminhões foram até o local, que já tinha Anderson com um outro indivíduo não identificado que conseguiu fugir reunindo o gado para o transporte, aproveitando-se do fato de que não tinha ninguém na fazenda. Quando parte do gado já estava apartada, a polícia entrou em ação e prendeu Anderson e os motoristas dos caminhões. À época, o acusado garantiu que o gado é dele, mas não soube dizer de quem é a fazenda.

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1 comentário

  1. Bem que a polícia militar trabalha bem so não tem lei nesse país

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